Problemas nas articulações: quais são as doenças mais comuns?

As doenças das articulações afetam milhões de pessoas em todo o mundo e podem impactar significativamente a qualidade de vida. Se você sente dores nas juntas, rigidez ao acordar ou dificuldade para realizar movimentos simples do dia a dia, este artigo vai te ajudar a entender melhor o que pode estar acontecendo com seu corpo.

Vamos conversar sobre as principais doenças articulares, como elas surgem, quem tem mais chances de desenvolvê-las e, principalmente, como funcionam no organismo. Prepare-se para uma leitura esclarecedora que pode fazer toda a diferença na sua saúde!

O Que São Doenças das Articulações?

Antes de mergulharmos nas condições específicas, é importante entender o básico. As articulações são estruturas complexas que conectam dois ou mais ossos, permitindo que nosso corpo se movimente. Elas são compostas por cartilagem (tecido que amortece o impacto), líquido sinovial (que lubrifica), ligamentos, tendões e pequenas bolsas chamadas bursas.

Quando algum desses componentes sofre danos, inflamação ou desgaste, surgem as doenças articulares. E aqui está o ponto crucial: nem todas as dores nas articulações têm a mesma origem. Algumas são causadas por desgaste natural, outras por inflamação, e algumas até por acúmulo de substâncias no corpo.

Bursite: Quando as “Almofadas” das Articulações Inflamam

O Que É Bursite?

A bursite é a inflamação das bursas, pequenas bolsas cheias de líquido que funcionam como almofadas naturais entre os ossos, tendões e músculos. Essas estruturas são essenciais para reduzir o atrito durante os movimentos, mas quando ficam irritadas ou inflamadas, causam a bursite.

Como a Bursite Aparece?

A bursite surge principalmente por três razões:

Movimentos repetitivos são a causa mais comum. Imagine um pintor que passa o dia inteiro com o braço levantado, ou alguém que ajoelha constantemente no trabalho. Esses movimentos repetidos pressionam as bursas continuamente, levando à inflamação.

Traumatismos diretos também podem desencadear o problema. Uma queda sobre o cotovelo ou joelho pode irritar imediatamente a bursa local.

Doenças preexistentes como gota, artrite reumatoide e até infecções podem causar bursite secundária. Nestes casos, a inflamação da bursa é consequência de outra condição.

Onde a Bursite Mais Acontece?

As regiões mais afetadas incluem:

  • Ombro (bursite subacromial): muito comum em pessoas que fazem movimentos acima da cabeça
  • Cotovelo: especialmente em quem apoia muito os cotovelos em superfícies duras
  • Quadril (bursite trocantérica): frequente em mulheres e idosos
  • Joelho: comum em pessoas que se ajoelham com frequência
  • Calcanhar: relacionada ao uso de calçados inadequados

Quem Tem Maior Risco de Desenvolver Bursite?

Alguns grupos apresentam probabilidade maior:

  • Pessoas entre 40 e 60 anos
  • Profissionais que realizam movimentos repetitivos (pintores, jardineiros, atletas)
  • Mulheres (especialmente para bursite de quadril)
  • Pessoas com excesso de peso
  • Quem possui doenças como diabetes, gota ou artrite reumatoide

Sintomas Característicos

A bursite geralmente se manifesta com dor localizada que piora ao movimentar a articulação afetada. Você pode notar inchaço visível, vermelhidão na região, calor local e dificuldade para realizar certos movimentos. A dor tende a ser mais intensa ao pressionar a área afetada.

Um detalhe importante: se você tem febre junto com os sintomas de bursite, procure atendimento médico imediatamente, pois pode ser um caso de bursite infecciosa.

Artrose (Osteoartrite): O Desgaste Natural das Articulações

Entendendo a Artrose

A artrose, também chamada de osteoartrite, é a forma mais comum de doença articular em todo o mundo. Ela ocorre quando a cartilagem que protege as extremidades dos ossos se desgasta progressivamente. Com o tempo, esse desgaste faz com que os ossos friccionem diretamente uns nos outros, causando dor, rigidez e limitação de movimentos.

É importante desmistificar algo: muita gente acredita que a artrose é uma consequência inevitável do envelhecimento. Embora a idade seja um fator importante, a artrose não é simplesmente “coisa de velho”. Ela é uma doença real que pode ser prevenida e gerenciada.

Como a Artrose Se Desenvolve?

O processo é gradual e envolve vários fatores:

Desgaste mecânico acontece quando a cartilagem perde sua capacidade de regeneração. A cartilagem saudável é como uma esponja que se recupera após a pressão. Com o tempo, ela perde essa elasticidade e começa a se romper.

Inflamação crônica contribui para o dano. Quando a cartilagem se desgasta, libera fragmentos que irritam a membrana sinovial (revestimento interno da articulação), criando um ciclo de inflamação e mais destruição.

Formação de osteófitos são pequenos “bicos de papagaio” – crescimentos ósseos que se formam nas bordas das articulações afetadas, como tentativa do corpo de estabilizar a articulação danificada.

Articulações Mais Afetadas

A artrose tem preferência por certas articulações:

  • Joelhos: suportam o peso do corpo e sofrem muito impacto
  • Quadril: articulação que também sustenta peso constantemente
  • Mãos: principalmente nas pontas e meio dos dedos
  • Coluna: pode afetar cervical, lombar ou torácica
  • Dedão do pé: base do dedão é frequentemente acometida

Grupos de Maior Risco para Artrose

Vários fatores aumentam suas chances de desenvolver artrose:

Idade acima de 50 anos é o fator mais significativo. Cerca de 10% das pessoas acima de 60 anos têm artrose sintomática.

Sexo feminino apresenta risco até três vezes maior que homens, especialmente após a menopausa, quando o efeito protetor do estrogênio diminui.

Obesidade é um fator de risco importante, principalmente para artrose de joelho. Estudos mostram que perder apenas 4,5 kg pode reduzir o risco em 50%.

Lesões prévias aumentam significativamente o risco. Uma ruptura de ligamento ou menisco na juventude pode resultar em artrose 10 a 20 anos depois.

Fatores ocupacionais também contam. Profissões que exigem flexão repetitiva dos joelhos, carregamento de peso ou posturas forçadas aumentam o risco.

Predisposição genética existe e é considerável. Se seus pais têm artrose, você tem maior probabilidade de desenvolver a condição.

Sintomas da Artrose

A dor é o sintoma principal e tem características específicas:

  • Piora com atividade física e melhora com repouso
  • É do tipo “protocinética” – aparece ao iniciar um movimento
  • Pode se tornar contínua nas fases avançadas
  • Rigidez articular breve (menos de 30 minutos) ao acordar
  • Sensação de rangido ou crepitação ao movimentar
  • Limitação progressiva dos movimentos
  • Possíveis deformidades nas fases mais avançadas

Diferente de outras doenças articulares, a artrose não costuma causar vermelhidão intensa ou calor na articulação, exceto durante surtos inflamatórios.

Gota: Quando os Cristais Atacam

O Que É Gota?

A gota é uma forma de artrite inflamatória causada pelo acúmulo de ácido úrico no sangue. Quando os níveis ficam muito elevados, formam-se cristais de urato monossódico que se depositam nas articulações, causando crises de dor extremamente intensa e inflamação.

Historicamente conhecida como “doença dos reis” (porque apenas os ricos tinham acesso a carnes e bebidas que a causavam), a gota hoje afeta pessoas de todas as classes sociais.

Como a Gota Surge?

O mecanismo é fascinante e complexo:

Produção excessiva de ácido úrico pode ocorrer quando o corpo metaboliza muitas purinas – substâncias encontradas em certos alimentos e também produzidas naturalmente pelo organismo.

Eliminação deficiente pelos rins é a causa mais comum. Os rins têm a função de filtrar e eliminar o ácido úrico, mas quando essa função está comprometida, o ácido se acumula.

Desencadeantes de crises incluem consumo excessivo de álcool (especialmente cerveja), alimentação rica em purinas, desidratação, uso de diuréticos, traumas físicos e até estresse.

Articulação Favorita da Gota

O dedão do pé é o alvo principal em cerca de 50% dos primeiros ataques de gota. A articulação fica extremamente dolorida, vermelha, quente e inchada – muitas vezes a dor é tão intensa que até o toque do lençol se torna insuportável.

Outras articulações frequentemente afetadas incluem tornozelos, joelhos, punhos e dedos das mãos.

Quem Tem Mais Risco de Desenvolver Gota?

A gota tem perfil bem definido de grupos de risco:

Homens entre 40 e 50 anos são o grupo mais afetado. A incidência em homens é muito maior que em mulheres na pré-menopausa.

Mulheres após a menopausa (acima de 60 anos) começam a ter risco aumentado, pois perdem o efeito protetor do estrogênio.

Pessoas com sobrepeso ou obesidade têm maior probabilidade porque produzem mais ácido úrico e os rins têm mais dificuldade de eliminá-lo.

Sedentarismo e consumo frequente de álcool são fatores de risco importantes e modificáveis.

Doenças associadas como hipertensão, diabetes, síndrome metabólica e problemas renais aumentam significativamente o risco.

Histórico familiar é relevante – a gota tem forte componente genético.

Uso de certos medicamentos como diuréticos e aspirina em baixas doses pode elevar os níveis de ácido úrico.

Como São as Crises de Gota?

As crises têm características marcantes:

  • Início súbito, frequentemente durante a madrugada
  • Dor extremamente intensa (muitos descrevem como a pior dor que já sentiram)
  • Vermelhidão, calor e inchaço acentuados
  • Dificuldade total de movimentar a articulação
  • Pode haver febre baixa
  • Sem tratamento, dura de alguns dias a duas semanas
  • Após a crise, a articulação volta ao normal

Se não tratada, a gota evolui para um quadro crônico com crises cada vez mais frequentes e formação de tofos – nódulos de cristais de ácido úrico que aparecem sob a pele, especialmente nas orelhas, cotovelos e dedos.

Artrite Reumatoide: Quando o Corpo Ataca a Si Mesmo

Compreendendo a Artrite Reumatoide

A artrite reumatoide (AR) é fundamentalmente diferente das doenças que vimos até agora. Ela é uma doença autoimune, o que significa que o sistema imunológico – que deveria nos proteger – começa a atacar as próprias articulações, tratando-as como invasoras.

Esse ataque causa inflamação crônica que, se não controlada, pode destruir a cartilagem, ossos e tecidos ao redor das articulações.

Como a Artrite Reumatoide Funciona?

O processo é complexo e ainda não totalmente compreendido:

Ataque autoimune acontece quando células de defesa invadem a membrana sinovial (que reveste internamente as articulações), causando inflamação persistente.

Destruição progressiva ocorre porque essa inflamação libera substâncias que danificam cartilagem e osso. Com o tempo, as articulações podem ficar deformadas.

Caráter sistêmico significa que a AR não afeta apenas articulações. Ela pode atingir olhos, pulmões, coração, pele e outros órgãos.

Padrão de Acometimento

A artrite reumatoide tem um padrão típico:

  • Simetria: afeta as mesmas articulações dos dois lados do corpo
  • Pequenas articulações: começa geralmente pelas mãos e pés
  • Articulações preferidas: punhos, articulações dos dedos, cotovelos, ombros, tornozelos e joelhos

Grupos de Risco para Artrite Reumatoide

Mulheres têm risco duas a três vezes maior que homens.

Idade entre 40 e 60 anos é quando a doença mais comumente se manifesta, embora possa aparecer em qualquer idade.

Histórico familiar é significativo – ter parentes de primeiro grau com AR aumenta o risco.

Tabagismo é um fator de risco importante e modificável.

Obesidade aumenta o risco de desenvolver a doença.

Exposição a certos produtos químicos como amianto e sílica pode aumentar o risco.

Sintomas da Artrite Reumatoide

Os sintomas têm características bem específicas:

Rigidez matinal prolongada é o sintoma mais característico – pode durar mais de uma hora e é muito diferente da rigidez breve da artrose.

Dor nas articulações que pode melhorar com movimento (ao contrário da artrose, que piora com atividade).

Inchaço, vermelhidão e calor nas articulações afetadas.

Sintomas sistêmicos como fadiga intensa, febre baixa, perda de apetite, fraqueza e mal-estar geral (tipo gripe).

Nódulos reumatoides podem aparecer sob a pele, geralmente nos cotovelos.

Deformidades características como “dedo em pescoço de cisne” ou “dedo em botoeira” nas fases avançadas.

Principais Diferenças Entre as Doenças Articulares

Para facilitar o entendimento, vamos comparar as principais características:

Bursite vs. Demais Condições

A bursite é localizada, geralmente em uma articulação específica, e relacionada a movimento repetitivo ou trauma. Diferente das outras, não afeta a estrutura da articulação em si, mas apenas as bursas.

Artrose vs. Artrite Reumatoide

Essa é a confusão mais comum, mas as diferenças são claras:

Causa: Artrose é degenerativa (desgaste), AR é autoimune (ataque do sistema imune)

Início: Artrose é gradual, AR pode ser mais abrupto

Simetria: Artrose pode ser assimétrica, AR é tipicamente simétrica

Rigidez matinal: Artrose tem rigidez breve (menos de 30 min), AR tem rigidez prolongada (mais de 1 hora)

Sintomas sistêmicos: Artrose não causa, AR frequentemente causa fadiga e sintomas tipo gripe

Articulações afetadas: Artrose prefere grandes articulações de suporte de peso, AR prefere pequenas articulações das mãos e pés

Exames de sangue: Normais na artrose, alterados na AR (fator reumatoide, VHS, PCR elevados)

Gota vs. Outras Artrites

A gota se diferencia por:

  • Crises súbitas e extremamente dolorosas
  • Preferência pelo dedão do pé
  • Relacionamento direto com níveis de ácido úrico
  • Períodos assintomáticos entre crises
  • Possibilidade de formação de tofos

Sinais de Alerta: Quando Procurar Ajuda Médica

Você deve procurar um médico se apresentar:

  • Dor articular que persiste por mais de duas semanas
  • Inchaço inexplicável em qualquer articulação
  • Rigidez matinal que dura mais de 30 minutos
  • Dificuldade progressiva para realizar atividades diárias
  • Vermelhidão e calor intensos em uma articulação
  • Febre associada a dor articular
  • Deformidades começando a aparecer
  • Limitação importante dos movimentos

Emergência médica: procure atendimento imediato se tiver febre alta com dor articular intensa, pois pode ser artrite infecciosa, uma emergência médica.

Diagnóstico: Como os Médicos Identificam Cada Doença

Bursite

O diagnóstico é principalmente clínico, baseado no exame físico e história do paciente. Exames de imagem como ultrassom ou ressonância podem confirmar. Em casos de suspeita de infecção, pode ser necessário aspirar líquido da bursa para análise.

Artrose

Raio-X mostra estreitamento do espaço articular, osteófitos e esclerose óssea. Ressonância magnética pode detectar alterações mais precoces. Exames de sangue são normais (ajudam a descartar outras condições).

Gota

O diagnóstico definitivo é feito pela identificação de cristais de urato no líquido articular. Exame de ácido úrico no sangue (embora nem sempre esteja elevado durante a crise). Raio-X e ultrassom podem mostrar depósitos de cristais.

Artrite Reumatoide

Exames de sangue mostram fator reumatoide positivo, anti-CCP elevado, VHS e PCR aumentados. Raio-X pode mostrar erosões ósseas características. Ultrassom com doppler detecta inflamação ativa.

Abordagens de Tratamento

Tratamento da Bursite

Fase aguda: repouso relativo, aplicação de gelo, medicamentos anti-inflamatórios orais ou tópicos.

Casos persistentes: infiltração com corticosteroides, fisioterapia específica.

Casos raros: drenagem ou remoção cirúrgica da bursa.

Tratamento da Artrose

Medidas não farmacológicas: perda de peso (essencial!), exercícios de baixo impacto, fisioterapia, uso de bengala ou palmilhas quando necessário.

Medicamentos: analgésicos como paracetamol, anti-inflamatórios quando necessário, medicamentos tópicos.

Procedimentos: infiltrações com ácido hialurônico ou corticosteroides.

Cirurgia: em casos graves, substituição articular (prótese).

Tratamento da Gota

Crise aguda: anti-inflamatórios potentes, colchicina, corticosteroides.

Prevenção de crises: medicamentos para reduzir ácido úrico (alopurinol, febuxostato).

Mudanças de estilo de vida: dieta com baixo teor de purinas, hidratação adequada, perda de peso, redução de álcool.

Tratamento da Artrite Reumatoide

Medicamentos modificadores da doença (DMARDs): metotrexato é o mais usado.

Biológicos: para casos mais graves ou resistentes.

Anti-inflamatórios e corticosteroides: para controle de sintomas.

Fisioterapia e terapia ocupacional: fundamentais para manter função.

Objetivo: remissão da doença ou mínima atividade inflamatória.

Prevenção: O Que Você Pode Fazer

Embora nem todas as doenças articulares possam ser totalmente prevenidas, você pode reduzir significativamente seus riscos:

Prevenção Geral

Mantenha peso saudável: cada quilo extra sobrecarrega as articulações, especialmente joelhos e quadris.

Pratique exercícios regularmente: atividades de baixo impacto como natação, ciclismo e caminhada fortalecem músculos que protegem as articulações.

Fortaleça a musculatura: músculos fortes dão estabilidade às articulações.

Mantenha boa postura: evita sobrecarga desigual nas articulações.

Evite movimentos repetitivos: ou faça pausas frequentes se não for possível evitá-los.

Use equipamentos de proteção: ao praticar esportes ou em atividades laborais de risco.

Prevenção Específica para Gota

Hidrate-se bem: beba pelo menos 2-3 litros de água por dia.

Limite alimentos ricos em purinas: carnes vermelhas, vísceras, frutos-do-mar.

Reduza álcool: especialmente cerveja e destilados.

Aumente consumo de laticínios desnatados: têm efeito protetor.

Controle doenças associadas: hipertensão, diabetes, problemas renais.

Prevenção da Artrite Reumatoide

Não fume: o tabagismo é um dos principais fatores de risco modificáveis.

Controle o peso: obesidade aumenta o risco.

Trate infecções adequadamente: algumas infecções podem desencadear AR em pessoas predispostas.

Vivendo Bem Com Doenças Articulares

Receber um diagnóstico de doença articular não significa que sua vida acabou. Com tratamento adequado e algumas adaptações, é perfeitamente possível ter qualidade de vida excelente:

Adaptações no Dia a Dia

Use dispositivos auxiliares: abridor de potes, cabos mais grossos em utensílios, calçadeiras.

Organize sua casa: coloque itens de uso frequente em alturas acessíveis.

Alterne posições: não permaneça na mesma posição por muito tempo.

Respeite seus limites: aprenda a dizer não quando estiver com dor.

Aspectos Emocionais

Doenças articulares crônicas podem afetar a saúde mental. É normal sentir frustração, ansiedade ou tristeza. Considere:

  • Participar de grupos de apoio
  • Buscar acompanhamento psicológico se necessário
  • Manter conexões sociais
  • Praticar técnicas de relaxamento

Importância do Acompanhamento

Consultas regulares com reumatologista ou ortopedista são essenciais para ajustar tratamentos e prevenir complicações.

Fisioterapia contínua ajuda a manter função e prevenir piora.

Monitoramento de exames permite detectar progressão da doença precocemente.

Mitos e Verdades Sobre Doenças Articulares

Mito: “Artrite é coisa de velho” Verdade: Várias formas de artrite, incluindo a reumatoide, podem afetar pessoas jovens.

Mito: “Exercício piora a artrose” Verdade: Exercícios apropriados fortalecem músculos e protegem articulações. Sedentarismo, sim, piora a artrose.

Mito: “Não há nada que possa ser feito” Verdade: Tratamentos modernos permitem excelente controle dos sintomas e qualidade de vida.

Mito: “Gota é causada apenas por alimentação ruim” Verdade: Embora dieta influencie, fatores genéticos e eliminação renal são mais importantes.

Mito: “Clima frio causa artrite” Verdade: O frio pode piorar sintomas em quem já tem a doença, mas não é causa.

Avanços Recentes no Tratamento

A medicina tem evoluído constantemente no tratamento de doenças articulares:

Medicamentos biológicos revolucionaram o tratamento da artrite reumatoide, permitindo remissão em muitos casos.

Terapias regenerativas como células-tronco e plasma rico em plaquetas estão sendo estudadas para artrose.

Próteses articulares cada vez mais duráveis e com técnicas cirúrgicas menos invasivas.

Medicamentos mais específicos para redução de ácido úrico na gota, com menos efeitos colaterais.

Telemedicina permite acompanhamento mais próximo e ajustes de tratamento mais rápidos.

Quando Considerar Cirurgia

A cirurgia geralmente é considerada quando:

  • Tratamentos conservadores não funcionaram
  • Dor é incapacitante
  • Qualidade de vida está muito comprometida
  • Há limitação funcional grave
  • Articulação está severamente danificada

As cirurgias podem incluir:

  • Artroscopia (cirurgia minimamente invasiva)
  • Osteotomia (realinhamento ósseo)
  • Artroplastia (substituição articular/prótese)
  • Artrodese (fusão articular)

A Importância da Equipe Multidisciplinar

O tratamento ideal de doenças articulares envolve diversos profissionais:

Reumatologista ou Ortopedista: coordena o tratamento médico.

Fisioterapeuta: desenvolve programa de exercícios e técnicas de alívio da dor.

Terapeuta Ocupacional: ensina adaptações para atividades diárias.

Nutricionista: orienta dieta adequada, especialmente importante na gota.

Psicólogo: ajuda no enfrentamento emocional da doença crônica.

Educador Físico: prescreve exercícios seguros e eficazes.

Considerações Finais

As doenças das articulações são condições complexas que afetam milhões de pessoas, mas o conhecimento é seu maior aliado. Entender como cada doença funciona, reconhecer os sintomas precocemente e buscar tratamento adequado fazem toda a diferença no prognóstico.

Lembre-se: você não está sozinho nessa jornada. Com o acompanhamento médico correto, mudanças no estilo de vida e, quando necessário, medicamentos apropriados, é perfeitamente possível manter qualidade de vida, continuar ativo e realizar suas atividades favoritas.

Não ignore sinais de alerta e não deixe para procurar ajuda quando a dor já estiver insuportável. Quanto mais cedo o diagnóstico e o início do tratamento, melhores os resultados.

Se você identificou sintomas descritos neste artigo, marque uma consulta com um reumatologista ou ortopedista. Suas articulações agradecem!

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